Mostrando postagens com marcador . Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador . Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 30 de abril de 2010

É assim que a banda toca

Não vou escutar os clichês desse coração.

Vou seguir as linhas tortas do meu querer.

Deixar os raios de Sol passarem pela fresta.

Esse samba-enredo dos dias de stand by

Vai continuar tocando.



Não vou dar ouvidos aos chatos

E hipócritas de plantão.

Deixa estar que já passou.

Tudo já vivido agora não é mais que uma sombra.

Só permanece a certeza de que bem ou mal,

Vou continuar escrevendo

Sobre o que eu bem entender.



Tanto faz a última tendência literária

Quem me guia é surdo,

Não lê o jornal do dia

E é extremamente antipático.

E daí que o dia anda cinza

E a umidade relativa do ar anda cada vez mais baixa?

E se as novidades da TV ou dos amigos

Nem surpreendem mais?

Nem ligo se o bolo queimou

Ou se todos os funcionários do mundo

Estão em greve.

Não to nem aí.



Vou continuar existindo paralelamente

Às grandes tragédias – pessoais ou não.

Vou permanecer falando expressões em Inglês

Sem perceber.

Pintando as unhas de vermelho

E defendendo minhas crenças sobre religião, superioridade
Cruzeirense,

Diversidade lingüística e música boa sem rótulos.



Eu mudo mesmo.

Se amanhã descobrir algo novo, lindo

E válido, vou mudar de opinião de novo.

É minha e eu pinto da cor que eu quiser.

Não me importo se me julgarem.

Estamos aí pra isso mesmo...



Mas não venha me falar de verdade

Se você só pratica a
mentira.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Em silêncio

Hoje é um dia de silêncio em meu coração.
A noite foi turbulenta. As memórias sacudiram minha mente,
As semi-memórias macularam meu descanso,
O irrealizável maltratou minha segunda-feira.
Hoje é um dia de tristeza.
Quero dar nome às lágrimas,
abandonar qualquer filete de felicidade
e falar bem baixinho.
Hoje é um dia pra ser sozinha,
pra reutilizar esse vazio de coisa nenhuma.
Hoje é um dia para sofrer
esse desafio da espera.

Sem álibes.
Sem motivos muito claros,
mas todos tão justificáveis.
Hoje é um dia nublado no meu coração.
Nem tempestade, nem sol, apenas nublado.
Pouco demais.
Não cura nem mata.
Hoje é um dia de músicas sussurradas,
angústia
e cigarro, se eu fumasse.
Hoje é um dia sufocante.
As mágoas dos últimos tempos estão se organizando
pra tomar minha fé.
Hoje é um dia de quietude;
silenciar,
pra quem sabe entender.
Ouvir apenas... pra continuar vivendo.
Hoje é um dia de poesia...
a mais triste que puder ler.
Hoje é dia de soluços contidos.
Dia de pensar a verdade sobre si mesmo
e apenas chorar. (não há outra opção)
Hoje a palavra melancolia é pequena demais
pra conter tantos significados supostamente ocultos.
Hoje nem o uso de primeira pessoa consola.
Hoje é um dia de olhos fechados
e stand by.
Hoje nem a súplica é suficiente.
Hoje é um dia de nadas.
Hoje é um dia pra esquecer.

Cala essa dor dos silêncios do meu coração...
Não quero mais.






Você que já não diz pra mim
As coisas que eu preciso ouvir
Você que até hoje eu não esqueci
Você que eu tento me enganar
Dizendo que tudo passou
Na realidade é que em mim você ficou

Você que eu não encontro mais
Os beijos que já não lhe dou
Fui tanto pra você e hoje nada sou.

(Roberto Carlos)

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Pensou

Pensou que precisava deixar o amor entrar.
Abrir uma porta ou janela da salvação... na verdade poderia ser mesmo uma fresta.
Que fosse mínima, quase imperceptível, mas que proporcionasse sorrisos irrefreáveis,
suspiros esporádicos e quem sabe um pouco de alienação.

Pensou que precisava mudar o destino dos seus olhares.
Ou ao menos olhar o 'mesmo' com diferença,
ver além do perceptível,
acreditar em coisas impossíveis, precisava muito.

Pensou que precisava ter mais fé,
menos horas de sono
e mais sonho.
Sonhos, sabe? Mas desses que se vive de verdade,
esses que você pode tocar, sentir, viver,
eventualmente se arrepender depois,
mas ainda assim, são válidos.
Válidos sonhos.

Pensou que precisava mudar
sem tanto medo
ou perguntas.
Apenas seguir seu coração.

Pensou que precisava falar menos
e agir mais.
Expressar seu querer de uma forma menos desesperada
e muitas vezes mal interpretada.
Aprender a amar, ela precisava.

Pensou que devia usar as palavras melhor
pra se chatear menos.

Pensou que precisava de si mesma
mais do que nunca.
Com ou sem hipérbole.

Pensou que precisava sair e entender de uma vez
o que quer que seja.

Para o bem ou mal,
apenas mudar.